BARÓMETRO DA SATISFAÇÃO, LEALDADE E ENVOLVIMENTO DOS ATIVOS HUMANOS

Os indicadores agregados do ONRH referentes ao ano de 2017 resultam da aplicação de um questionário padrão base, constituído por 52 questões, posteriormente agrupadas em 12 dimensões, aplicado em organizações portuguesas públicas e privadas. Os resultados obtidos englobam um universo de 42.215 respondentes, sendo que das respostas obtidas, 52,1% provêm de colaboradores de organizações públicas e 47,9% de colaboradores de organizações privadas.

Na análise dos principais indicadores agregados de 2017 verifica-se que o índice médio de Satisfação atingiu os 59,4 pontos, o índice de Lealdade 66,9, e o Envolvimento 75,8, sendo esta última dimensão a que regista um valor médio mais elevado. Por oposição, a dimensão Reconhecimento e Recompensa (49,6) é a que regista um valor médio mais baixo.
Em 2017, a maioria das dimensões estudadas registaram um aumento comparativamente a 2015, invertendo assim a evolução negativa verificada nos dois últimos anos. O Aumento mais acentuado verificou-se nas dimensões: Qualidade (+2,57), Política e Estratégia (+1,39), Expetativas (+0,97) e Posto de Trabalho (+0,66).

No que respeita à dispersão de resultados associada a cada dimensão constata-se que a dimensão Envolvimento é aquela que apresenta uma menor distância entre o máximo e o mínimo das organizações estudadas (24,79 pontos). Por outro lado, a dimensão Lealdade é aquela que regista a maior diferença entre o máximo e o mínimo (40,96 pontos), seguida da satisfação com 36,02 pontos de diferença, o que evidencia que existem diferenças significativas nos níveis de satisfação, lealdade e envolvimento dos colaboradores das organizações estudadas.

A análise estratificada da satisfação continua a mostrar padrões semelhantes aos dos anos anteriores, evidenciando que os colaboradores que apresentam níveis mais elevados de satisfação são os que têm entre 18 e 25 anos e os que estão há menos de um ano na organização. No que respeita às habilitações literárias, os colaboradores com o ensino secundário ou o ensino superior registam níveis de satisfação inferiores aos dos seus colegas de trabalho com habilitações ao nível do 3º ciclo (ensino básico). Por posição hierárquica os que ocupam posições de chefia apresentam valores médios de satisfação mais elevada, do que os restantes colaboradores.

Centrando agora a análise ao nível da natureza das organizações estudadas, verifica-se que no setor privado o valor médio das dimensões é sempre superior ao valor observado para o setor público.


Figura - Índices médios dos setores público e privado (2017).

Ao nível dos indicadores de base (expressos na escala de 1 a 10) o setor privado apresenta valorizações médias acima do setor público (em linha com as respetivas dimensões), destacando-se positivamente com maiores diferenças nos indicadores “Satisfação com a formação recebida”, “Grau em que a satisfação dos clientes é uma das maiores prioridades da empresa/ organização”, “Qualidade dos serviços oferecidos pela empresa/ organização” e “Satisfação com regalias e benefícios concedidos”.


Figura - Maiores diferenças entre o setor privado e o setor público (privado> público) ao nível dos indicadores base.

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